Coruja Rasga Mortalha

coruja rasga mortalha

A coruja rasga mortalha é uma ave de porte médio, medindo até 36 centímetros. As suas asas com longas envergaduras podem ir até 110 centímetros.

Elas apresentam uma plumagem de cor marrom com cinza nas costas e dorso. Na sua cabeça possui uma cor branca e tem a forma de um coração. Para contrastar, os seus olhos são negros.

Por ser considerada agourenta, pois ela pode acusar quem vai morrer. Assim, existe uma lenda acerca dessa ave. Veja a seguir todas as curiosidades sobre esta ave que faz parte das florestas e da cultura popular brasileira!

Coruja Rasga Mortalha 2

Qual o habitat da Rasga Mortalha?

Esta coruja está espalhada ao redor de todo o mundo. Além de ser encontrada em todo território do Brasil, também pode ser achada na Europa, na Índia, na África, Austrália e alguns países da América Central e no Sudeste Asiático.

Por ter uma grande abundância de habitats, a coruja rasga mortalha costuma frequentar espaços ou semiabertos como, por exemplo, campos abertos, áreas agrícolas, margem de estradas e forros de igrejas ou casas. Também tem como habitat cavernas, savanas, córregos, pastagens, margens de vales de drenagem e áreas reflorestadas.

Coruja Rasga Mortalha

Lenda

A ave, também conhecida pela lenda de Suindara, obteve o nome popular de rasga mortalha criado na Região no Norte e Nordeste do país.

Reza a lenda que havia uma menina chamada Suindara. Ela era conhecida em toda a cidade por ser uma carpideira e por ser muito respeitada por todos e inteligente, era chamada de “coruja branca”. O seu pai se chamava Eliel e era conhecido por ser um poderoso feiticeiro.

Certo dia Suindara se apaixonou por Ricardo que era filho da Condessa que se chamava Ruth. No entanto, Ruth não aceitava que seu filho namorasse Suindara por ela ser carpideira, profissão que chora por pessoas em velórios.

Certo dia Ruth descobriu sobre o namoro entre Suindara e seu filho, ordenando que a matassem. Então a mãe do rapaz improvisou uma espécie de um encontro falso, utilizando o nome de Ricardo e no momento em que Suindara apareceu, os homens da Condessa a mataram.

Toda a cidade ficou de luto com a morte de Suindara e mandaram construir uma estátua de uma coruja branca. Essa estátua ficou no túmulo de Suindara.

Entretanto, Eliel descobriu que Ruth tinha mandado matar a sua filha e elaborou um plano para se vingar. Para isso, executou um ritual antigo para se vingar da Condessa.

O pai de Suidara se dirigiu até ao túmulo de sua filha e fez com que o seu espírito se transformasse na coruja da estátua. Depois disso, o monumento da coruja branca ganhou vida e voou até à sacada onde Ruth dormia.

Lá a coruja começou a piar e ao amanhecer Ruth estava morta. Diz à lenda que nas suas roupas estavam rasgadas e que haviam ouvido o som de tecido se rasgar.

Por conta desta lenda, até hoje se acredita que a coruja seja agourenta e que quando pia pousada numa casa, alguém nela irá morrer.

Como criar uma Coruja Rasga Mortalha?

Por se tratar de um animal silvestre é essencial ter autorização de órgãos ambientes como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Dessa maneira, ao desejar criar uma coruja rasga mortalha é essencial ter autorização para criar e, quem sabe, até comercializar esta ave.

Ao criar esta espécie em cativeiro é preciso promover um espaço saudável, limpo e higienizado diariamente.

Além disso, é preciso ter playgrounds para pássaros e a gaiola precisa ser espaçosa para a ave conseguir sobrevoar.

Quem desejar criar este animal é importante ter a consciência que por se tratar de um animal silvestre, a coruja precisa de cuidados diários específicos, requerendo certo tempo de dedicação.

Além disso, é essencial realizar gastos financeiros para manter sua saúde e bem estar deste pássaro, principalmente por estar entre o convívio de seres humanos que retiram do seu habitat natural.

Vale lembrar que é muito difícil se obter a autorização do IBAMA para criar uma ave de rapina.

Por isso, quem desejar cuidar do animal precisa encontrar criadores autorizados pelos órgãos ambientais para, dessa forma, adquirir uma espécie.

No geral, estes criadores não podem fazer a comercialização destes animais nascidos em cativeiros, porém, eles conseguem doar os filhotes desde que os órgãos ambientais sejam previamente comunicados.

Para facilitar neste processo é essencial se direcionar até o IBAMA ou algum órgão ambiental mais próximo da sua cidade.

Estes órgãos mantém uma lista atualizada constantemente com todos os criadores autorizados dentro do território brasileiro.

As vantagens de se procurar por um criador de animal silvestre autorizado pelo IBAMA, são:

  • Não vai incentivar o tráfico nacional e internacional de animais;
  • Conseguirá ter a garantia de que o animal possui boa saúde;
  • Terá um animal mais acostumado com o convívio humano.

É importante situar que os criadores autorizados pelos órgãos ambientais adquiriram seus animais por conta do estado de saúde debilitado após fiscalizações de combate a tráfico ilegal de animais selvagens.

Reprodução

Os machos desta espécie de coruja pesam aproximadamente 470 gramas, enquanto que as fêmeas têm 570 gramas. A reprodução desta espécie começa logo quando têm apenas 10 meses e pelo menos uma vez por ano.

Apesar de serem aves, um casal de corujas é monógamo, pois ficam juntos durante toda a vida após acasalarem.

O seu ninho é normalmente feito num prédio antigo, num penhasco ou em uma árvore oca. É nesse ninho que as fêmeas põem os ovos que produzem. Elas podem produzir de 4 a 7 ovos que irão pôr entre 2 ou 3 dias de diferença.

Depois disso, a fêmea passa pelo processo de incubação que dura cerca de 32 dias. Enquanto isso, o macho fica responsável por trazer alimentos para o ninho.

Depois de nascerem, os filhos da coruja rasga mortalha podem ficar com os pais até aos 3 meses de idade. Entretanto, quando possuem 50 dias de vida, já são capazes de voar.

Se criada em meio selvagem, esta espécie de coruja pode chegar a mais de 10 anos de vida.

coruja rasga mortalha
Foto: Reprodução.

Alimentação

A coruja rasga mortalha tem hábitos noturnos, como qualquer outro animal de sua mesma espécie. No entanto, é conhecida por ser uma excelente predadora.

A sua alimentação é muito variada podendo incluir animais roedores e, até mesmo, outras aves. Pode se alimentar também de:

  • Invertebrados;
  • Cobras;
  • Répteis;
  • Lagartos;
  • Morcegos;
  • Anfíbios;
  • Marsupiais.

É também característico que a sua alimentação não inclua água, pois toda a substância líquida que necessitam é encontrada na carne que consomem.

Além de comerem os seus predadores inteiros, são as crias mais velhas que têm alimento em primeiro lugar. Pode acontecer de os filhotes mais novos morrerem de fome. Caso aconteça, é normal que os mais velhos os comam para garantirem a sua sobrevivência.

O pássaro desta espécie possui um sistema digestivo altamente complexo, na medida em que e capaz de separar, restos dos animais digeridos como, por exemplo, ossos e pêlos.

Esta separação ocorre dentro do seu sistema digestivo após comerem as prezas inteira. Quando for concluído este processo de separação é o momento da ave vomitar esses pêlos e ossos que ganham forma de bolos alimentares. Isso ocorre, geralmente após 8 ou 10 horas após comer sua presa.

Som e canto da Rasga Mortalha

Existe uma série de diferença entre o som e o canto da coruja rasga mortalha. Enquanto que o som é mais delicado se assemelhando a seda rasgando, o canto se parece com um grito.

O grito dela tem um tom sofredor que até explica a lenda:

Considerações finais

O Brasil é um país continental por conta do tamanho de seu território. Em contrapartida, a coruja rasga mortalha pode ser chamada de diferentes formas. Tudo dependerá da cultura local em que a ave está habitando. Nesse sentido, a coruja rasga mortalha também é chamada no dentro do país de:

  • Coruja-das-torres, coruja-da-igreja, coruja-branca, rasga-mortalha, coruja-do-campanário, coruja-de-celeiro ou suindara.

Já na área da ciência, a espécie desta ave é catalogada e também chamada de Tyto furcata, em inglês é chamada por American Barn Owl.

A ave coruja rasga mortalha também possui 05 subespécies já conhecidas pela ciência, são elas:

  • Tyto furcata tuidara: Costuma frequentar seu habitat no Brasil, principalmente no Rio Amazonas, Terra do Fogo e até nas ilhas Malvinas;
  • Tyto furcata pratincola: Costuma frequentar seu habitat no Canadá, Estados Unidos da América, Haiti e República Dominicana;
  • Tyto furcata hellmayri: Costuma frequentar seu habitat na Venezuela, nas Guianas, Brasil e Caribe;
  • Tyto furcata contempta: Costuma frequentar seu habitat na Venezuela e Colômbia;
  • Tyto furcata furcata: Costuma frequentar seu habitat em Cuba e Caribe.

Até o momento, esta espécie de coruja não está na lista de animais que correm algum tipo de perigo de extinção.

No entanto, existe um mercado e comercialização de animais que é ilegal dentro do país.

Além disso, também existe a destruição de seu habitat natural provocada pelo intenso desmatamento.

Logo é essencial combater esses dois tipos de crimes que ainda estão sobrevivendo na ilegalidade, caso contrário, a coruja rasga mortalha se tornará apenas uma lenda.

Outros pássaros para você:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *