Coruja-preta

Também conhecida como mocho-negro, a coruja-preta está entre as mais belas corujas do planeta.

Contudo, por sua raridade e dificuldade em ser protegida em algumas regiões, correndo grande risco de extinção.

Uma vez que não é possível ter uma noção da quantidade de animais dessa espécie que estão livres em seu habitat natura, justamente por serem animais raros.

Vamos abordar neste artigo suas características, curiosidades, habitat e hábitos alimentares e reprodutivos.

Além de descrever sobre algumas de suas curiosidades e os reais motivos por estar correndo perigo de extinção. Confira!

Coruja-preta

Coruja-preta e suas peculiaridades

A coruja-preta ou mocho-negro tem como nome científico Strix huhula.

Este nome é originado do latim e do francês, sendo que também pode receber o nome e coruja huhul.

A ave é classificada por pertence à família dos Estrigídeos e da ordem Strigidae.

Essa rara coruja pode ser encontrada em quase toda a América do Sul.

Contudo, no Brasil tem muito mais recorrência nas regiões Sudeste e Norte do país em áreas de florestas.

De acordo com arquivos, o canto dos machos é composto por variadas notas que são vocalizadas de forma rápida.

Iniciam o canto com 2 a 8 notas rápidas, sendo geralmente a sequência com 3 a 4 notas guturais profundas.

Dessa forma, aumentando o volume de forma gradual e com pausas a cada seis segundos.

Logo após as pausas, assovios agudos mais altos também podem ser ouvidos, sendo que, desta vez, de forma mais explosiva e curta.

Já as fêmeas emitem um canto muito semelhante ao dos machos, porém, sua vocalização se faz de forma mais aguda.

Seus cantos se assemelham ao transcrito, “wobobo whúo ou wobobo whúo hú “, audíveis somente a distancias bem curtas.

Coruja-preta

Quais as características da coruja-preta?

A coruja-preta é classificada como sendo uma ave que possui um porte médio.

O macho pode chegar a medir entre 36 e 40 centímetros e não mais que isso.

Já as fêmeas podem medir entre 38 e 41 centímetros e, por consequência, são maiores que seus parceiros.

O macho adulto pode pesar entre 330 e 400 gramas e a fêmea entre 441 e 480 gramas ao todo.

Na fase adulta apresenta cor negra em sua predominância e uma singularidade.

Seu disco facial é densamente marcado por faixas de cor brancas concêntricas.

Além disso, seu dorso apresenta um leve amarronzado e tem a região do ventre marcado com barras brancas.

A característica do disco ao redor da face e das sobrancelhas apresentam coloração preta e branca salpicadas.

Além dessas características, apresenta cauda de coloração negra com cerca de 4 a 5 faixas na cor branca.

Sua íris tem coloração de marrom-escuro ou castanho-escuro com pálpebras de coloração rosa e branca.

Tem na testa e coroa uma marcação muito nítida com barras brancas onduladas.

A plumagem interna das asas é de cor fuligem podendo chegar ao marrom.

Por sua vez, seu bico tem cor amarela ou alaranjada e apresentam tarsos com plumas até a base dos dedos manchados de preto e branco.

Já suas garras são totalmente nuas e tem coloração como as do bico em amarelo.

Quando jovens, as aves apresentam plumagem de coloração um tanto quanto cinza.

Apresentam em sua formação final a íris escura igualmente com bico e dedos amarelos.

Com hábitos predominantemente noturnos, são mais ouvidas do que vistas.

O que aumenta a curiosidade em relação a essa ave de rapina, além de sua beleza singular e a primazia da coloração negra.

Coruja-preta

Comportamento e habitat

Como dito anteriormente, a coruja-preta é muito rara, tendo poucos registros pontuais no Brasil. Com hábitos predominantemente noturnos e pouco experienciados, a coruja passa o dia descansando em copas de árvores.

Assim sendo, inicia suas atividades antes mesmo do pôr do sol e seu canto já pode ser percebido nesse período. Sendo o macho mais vocal do que as fêmeas da espécie.

Essas corujas habitam florestas, várzeas e bordas das matas localizadas em baixa altitude. Podendo ser encontradas em até 500 metros do nível do mar e onde podem raramente passar os 1.000 metros.

Em alguns casos são encontradas em áreas urbanas como parques e bairros com alta incidência de árvores. O que aumenta o risco de acidentes com essas aves causados por linhas de pipas, de alta tensão e transformadores.

Sua presença foi catalogada em áreas como o norte da Argentina, sul da Venezuela e Exceto nas região nordeste e alguns estados do sul do Brasil.  Existem apenas duas subespécies conhecidas dessa ave.

A Strix hulula huhula, presente no Brasil além do leste da Colômbia e Guianas. Também ocorre no sul da Venezuela, leste do Peru. Essa espécie tem uma barra preta na ponta de sua cauda, sendo uma de suas características.

A Strix huhula albomarginata, ocorre em estados do sudeste do Brasil como Rio de Janeiro e do sul como o de Santa Catarina.

Além da região sudeste de Minas Gerais, nordeste da Argentina e leste do Paraguai. Essa subespécie apresenta uma barra branca na ponta da cauda.

Coruja-preta

Alimentação e reprodução

A princípio a coruja-preta alimenta-se de insetos em especial gafanhotos, baratas e besouros.

Também costumar ter na sua dieta roedora, répteis, pequenos pássaros e morcegos.

Contudo, também são capazes de se alimentar dos mamíferos com pouca frequência.

Essa ave pode capturar suas presas tanto no chão como também durante o voo.

Ela parte sempre de um poleiro para a captura da presa, seja de árvores ou outro ponto alto na floresta.

Por serem pouco encontradas, são escassas as informações sobre sua reprodução.

O que se sabe é que não confeccionam ninhos e tem como hábito nidificar em buracos de árvores ou câmaras, onde a fêmea coloca um ou dois ovos.

Também foram observadas que ambas as aves adultas alimentam o filhote e defendem o ninho.

No entanto, apenas uma das aves, não se sabe macho ou fêmea, incuba o ovo.

Vale destacar que a coruja-preta encontra-se em estado de conservação vulnerável.

O que a coloca em provável perigo, a menos que as condições que a ameacem sejam diminuídas.

Dessa forma, fazendo parte de uma lista com mais de 4.700 animais nessas condições.

A principal causa para a extinção é a vulnerabilidade causada pelo aniquilamento ou diminuição de seu habitat natural, causado por ações humanas irracionais e egoístas.

A dificuldade de catalogar essa espécie de coruja-preta não permite uma real informação sobre a espécie.

Tanto quanto ao quantitativo de aves ainda existentes como quais os locais que mais estão sendo ameaçadas.

Como visto você acompanhou um guia com todas as informações sobre a coruja-preta.

Coruja-preta

Esta é a hora de mostrar aos seus amigos o que aprendeu sobre este querido animal.

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