Coruja-buraqueira

A Athene cunicularia tem como nome vulgar coruja-buraqueira por ter o hábito de cavar seus ninhos no solo.

No entanto, devido a sua larga distribuição ao longo de todo o continente americano, esta ave recebeu diversos nomes.

Logo ela é conhecida popularmente como coruja-mineira, coruja-barata, coruja-do-campo, entre inúmeros outros.

Aqui neste artigo, vamos abordar as suas características, curiosidades, habitat e hábitos alimentares e reprodutivos.

Então, não deixe de descobrir um pouco mais sobre esta coruja selvagem que vive cerca de nove anos. Confira!

Características físicas da coruja-buraqueira

Apenas devido ao seu tamanho a coruja-buraqueira é considerada uma ave de pequeno porte.

Contudo, o seu tamanho é uma das características que auxilia no dimorfismo entre os representantes desta espécie.

Nesse sentido, a média de tamanho apresentada por machos fica entre 21,5 a 28,5cm, pesando entre 110 a 285 gramas.

Enquanto que as fêmeas medem entre 22 a 25 centímetros e costumam pesar na faixa de 150 a 265 gramas.

Já com relação a sua estrutura essas corujas possuem uma envergadura que varia entre 53 a 61 centímetros.

Ademais elas possuem cabeça com formato oval, o bico e os pés são longos e acinzentados com uma cauda curta.

Bem como uma excelente visão com seu par de olhos amarelados localizados frontalmente lhe permitindo visualizar os objetos tridimensionalmente.

Aliás, assim deste possui uma espécie de um par de sobrancelhas brancas.

Logo, outro ponto importante é sua audição que lhe permite localizar suas presas, esta espécie não possui topetes na orelha.

Por fim, possui um pescoço adaptado que auxilia sua visualização principalmente na caça, pois gira 270º.

Coruja-buraqueira e seus sons

A coruja-buraqueira costuma fazer a emissão de sons frequentemente e apresenta um repertório vocal muito diversificado.

Isto ocorre devido aos diferentes motivos para os quais estes são utilizados.

Assim ambos os sexos costumam emitir sons de chamado curto em um intervalo de segundo por repetidas vezes.

Com efeito, os cantos tendem a ter notas distintas tanto no período do dia como durante a noite.

Já durante o dia o canto é utilizado como uma forme de alarme de perigo.

Logo, se feito pelos adultos normalmente são altos, forte e estridente, avisando os filhotes para se esconder.

Em contrapartida, os pequenos emitem um som que lembra uma cascavel.

No entanto, no período noturno essa vocalização emitida pelas corujas deixa de ter este caráter de alarme.

Isto é, passa a ser chamados de acasalamento e territorial, utilizando notas distintas e graves.

Detalhes de plumagem na Coruja-buraqueira

A coruja-buraqueira pode apresentar diferentes colorações das penas, seja durante a fase de filhote ou mesmo adulto.

Além disso, também possui uma cor diferente do padrão, ocorrendo eventualmente em casos de defeitos genéticos.

Dessa forma, é possível identificar os filhotes por possuir uma as penas do peitoral com a cor marrom claro.

Nesse sentido, esta espécie de pássaro possui a cabeça marrom e não possui as marcações e sobrancelhas mais claras.

No entanto, os adultos diferentemente dos jovens possuem uma colocação mais escura, sendo o marrom o mais predominante.

Já o peitoral continua com um tom claro, porém, este possui agora barras na cor escura.

Aliás, as asas marrons também possuem um barramento e/ou círculos em tonalidades claras.

Além disso, as fêmeas costumam ser mais escura que o macho devido ao contato constante com o solo.

Contudo, algumas corujas podem nascer com a ausência total ou parcial dos pigmentos, dando a estas aves uma característica peculiar.

Ou seja, no primeiro caso o indivíduo é totalmente na cor branca e possui os olhos na cor vermelha.

Por isto, é chamado de albino, contudo no segundo caso é conhecido como flavismo, pois neste a coloração da ave é mais clara e mesclada.

Já que a mesma perdeu de forma parcial a melanina, eumelanina e feomelanina.

Habitat da coruja-buraqueira

Conforme o que se é conhecido acerca da coruja-buraqueira esta espécie é uma das mais abundantes aqui no Brasil.

Por isto, é possível encontrar seus indivíduos habitando em diferentes locais de área aberta ou semiaberta.

Então, estas corujas no ambiente natural podem comumente em campos, praias, planícies, encostas de montanhas.

Não apenas seu habitat é diverso, mas também a altitude deste que pode ser do nível do mar aos 4.500m.

Dessa forma, estas corujas buscam residir em buracos feitos e abandonados por outros animais, como o tatu.

No entanto, caso não seja possível encontrar a mesma constrói o seu utilizado o bico e os pés.

Todavia, estas aves também podem residir em ambientes que passaram por transformações humanas.

Assim como áreas de pastagem em zonas rurais, terrenos baldios ou mesmo aeroportos em zonas urbanas.

Localização geográfica e subespécies

Segundo estudos a coruja-buraqueira possui vinte e duas subespécies catalogadas.

Assim os representantes destas estão distribuídos ao longo dos três continentes americanos, confira abaixo quais são e onde estão.

coruja-buraqueira

América do norte

Dentre todo o presente neste continente apenas a Athene cunicularia hypugaea está presente do sudoeste do Canadá.

No entanto, sua presença se estende até El Salvador na América Central.

  • c. floridana: Florida, Bahamas e Cuba;
  • c. guantanamensis: Cuba;
  • c. troglodytes: Haiti e República Dominicana.

América central

Neste continente é possível encontrar a presença de cinco espécies distintas uma delas citada anteriormente.

Além disso, também estão mais concentradas no Caribe:

  • c. rostrata: Mexico;
  • c. amaura: Ilha de Nevis e Antigua;
  • c. guadeloupensis: Ilha de Guadalupe;
  • c. arubensis: Ilha de Aruba.

Subespécies na América do sul

Conforme se conhecia até pouco tempo neste continente, as áreas com florestas densas eram ausentes de exemplares.

Contudo, sua presença tem sido registrada nesses locais, provavelmente devido ao desmatamento.

  • c. grallaria: do Maranhão até Mato Grosso e Paraná;
  • c. cunicularia: Bolívia, Brasil, Paraguai e Terra do Fogo;
  • c. brachyptera: Venezuela;
  • c. apurensis: Venezuela;
  • c. minor: Guiana e em Roraima;
  • c. carrikeri: Colômbia;
  • c. tolimae: Tolima;
  • c. pichinchae: Equador;
  • c. nanodes: Trujillo até Arequipa;
  • c. punensis: Equador e Peru;
  • c. intermedia: Paita até Pacasmayo;
  • c. boliviana: Bolívia;
  • c. partridgei: Argentina;
  • c. juninensis: Peru até o oeste da Bolívia e noroeste da Argentina.

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Alimentação da coruja-buraqueira

Da mesma forma que outros animais, a dieta alimentar da coruja-buraqueira é bem diversificada.

Afinal, esta ave costuma se alimentar de presas menores que estão disponíveis no ambiente em que se encontram.

Nesse sentido, este pássaro é considerado um predador de pequeno porte, consumindo principalmente insetos, aranhas e alguns invertebrados.

Já em menor quantidade consome roedores, morcegos, anfíbios e repteis.

Segundo estudos, um casal de corujas desta espécie pode consumir anualmente uma faixa de 12 mil a 26 mil insetos.

No entanto, com relação a roedores esta faixa varia entre 500 a pouco mais de mil.

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Detalhes do ciclo reprodutivo

Da mesma forma que algumas aves a coruja-buraqueira também apresenta um caráter monogâmico.

Embora eventualmente o macho possa ter até duas companheiras da mesma espécie.

Aliás, o ciclo reprodutivo desta espécie ocorre nos meses de março a abril.

Nesse sentido, o ninho do casal será no buraco em que estes habitam sua profundidade é de 1,5 a 3 metros.

Enquanto sua largura varia de 30 a 90 cm, já no em torno ocorre o acumulo de fezes para atrair insetos, servindo de refeição.

Desta forma, a fêmea põe um ovo no intervalo de um até dois dias.

Logo, a postura completa pode variar no final com seis a doze ovos. Em seguida, eles serão incubados por cerca de 30 dias somente pela mãe.

Já o macho, neste período, será o responsável por realizar a busca e estocar os alimentos para a família.

Com efeito, com cerca de 44 dias de vida os filhotes já são capazes de começar a caçar insetos.

Contudo, os pais continuarão a prover a alimentação até os pequenos completarem os noventa dias de vida.

Por fim, neste período, os adultos se tornam muito agressivos na proteção dos filhotes contra predadores.

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Comportamento coruja-buraqueira

Sem dúvida a coruja-buraqueira possui um comportamento bem peculiar próprio da espécie, como pode ser observada durante o dia.

Elas mantem sempre uma postura ereta enquanto mantém seu pouso no solo ou outro local.

Ademais, a mesma possui o hábito de se manter sobre apenas uma das pernas enquanto está pousada.

No entanto, apesar de ser expor com certa frequência em locais abertos essa ave é tímida que prefere lugares tranquilos.

Nesse sentido, essas corujas possuem um habito tanto diurnos como noturno sendo elas mais inativam durante o dia.

Já durante a noite são extremamente ativas e realizam caças e fazem suas refeições.

Portanto, dentre os comportamentos dos parceiros o macho que geralmente está fora do ninho fica a vigiar, observar.

Enquanto a fêmea passa mais tempo escondida no interior da toca.

 

Criação em cativeiro

Com efeito, o que poucas pessoas sabem é que é possível criar a coruja-buraqueira em cativeiro aqui no Brasil.

Isto ocorre, pois esta atividade não é tida como algo ilegal, gerando assim muitas discussões sobre o assunto.

No entanto, para isto o criador necessita ter uma autorização da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA).

Além disso, ao comprar o animal legalmente, este deve estar identificado com uma pulseira em uma das patas.

Ademais, o local destinado ao viveiro desta ave deve ser espaçoso e tranquilo, se recomenda no mínimo 08 m².

Desde que conte com uma área com total escuridão, devido aos hábitos noturnos, e com temperaturas amenas.

Por fim, com relação à alimentação a sua dieta e o hábito permanecem os mesmos, exceto a caça.

Portanto, você pode fornecer roedor abatido, inseto e eventualmente na ausência destes uma opção é carne moída sem gordura.

Como visto você acompanhou um guia com todas as informações sobre a coruja-buraqueira.

Esta é a hora de mostrar aos seus amigos o que aprendeu sobre este querido animal.

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