Murucututu

De fato, a coruja murucututu, é a maior da ordem strigiformes, ou seja, aves de rapina, da área tropical.

Seu nome científico é Pulsatrix Perspicillata e quer dizer ave de óculos.

Este pássaro foi catalogado no ano de 1790 pelo ornitólogo Latham.

Hoje, a espécie desta querida e bela coruja, infelizmente, está ameaçada de extinção.

Por isso, faz parte da lista vermelha da União Internacional para a conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN).

Em algumas regiões do Brasil como, por exemplo, no Rio de Janeiro, ela já é dada como extinta e não é mais encontrada livre na natureza.

Logo, continue lendo este artigo, uma vez que falaremos sobre esta ave que corre grande risco de extinção.

Aqui vamos conhecer suas características, hábitos, sua alimentação e como funciona sua reprodução. Confira!

Alimentação e locais de habitação do murucututu

Apesar de seu porte avantajado, esta ave caça animais bem menores do que ela.

Além disso, busca alimentos em diversos ambientes como, por exemplo, lugares arbóreos, semiaquáticos e terrestres.

Seu cardápio inclui mamíferos, artrópodes, roedores, anfíbios, aves e répteis, como por exemplo, aranhas, morcegos e corujas de menor porte.

De acordo com naturalistas, a coruja murucututu, encontra-se nas Américas: Central, do Norte e do Sul.

Já em território brasileiro está presente principalmente nas áreas da floresta Atlântica, no Nordeste, e na Floresta Amazônica.

Todavia, esta ave prefere se locomover por vegetações secundárias como florestas e matas de capoeira

No entanto, na hora de se reproduzirem ou para descansarem no período diurno, optam por florestas com vegetação fechada.

Possuem o costume de escolher áreas com no mínimo 2 metros de altura e na sombra para seu descanso.

Assim como escolhem touceiras de bambu ou copa de árvores para pousarem. Já que possuem hábitos noturnos, não é muito avistado por humanos na natureza.

Caso o dia esteja nublado, podem passar horas voando, se tornando ativo nesta condição meteorológica.

Nidificação da coruja murucututu

Antes de qualquer coisa, na hora de construir seu ninho, o murucututu escolhe cavidades na natureza ou frestas em penhascos.

A fêmea coloca dois ovos, já chocando o primeiro antes mesmo de pôr o segundo.

Logo, os filhotes nascem em dias diferentes e possuem desenvolvimento distinto.

No geral, acaba sobrevivendo apenas um dos filhotes, onde o período de incubação é de 35 dias, estando a cria apta a deixar o ninho em 06 semanas.

Contudo, os filhotes se tornam dependentes dos pais, havendo a necessidade de acompanhá-los até o primeiro ano de vida.

De tal maneira, para que esta coruja tenha uma plumagem adulta, a duração é de quase cinco anos.

Por certo, são aves que vivem sozinhas ou em casais, sendo que durante o período de reprodução cantam juntos demarcando o seu território.

Suas subespécies

A coruja murucututu possui, até o momento, cerca de seis subespécies registradas e catalogadas pela ciência.

Em média, elas foram descobertas ao longo de 143 anos, sendo que possuem como nomes científicos:

  • Pulsatriz perspicillata perspicillata (1790) – Descoberta na região da Bolívia, Colômbia, Guiana, Venezuela e Brasil;
  • Pulsatriz perspicillata pulsatrix (1820) – Descoberta na Argentina, Brasil e Paraguai;
  • Pulsatriz perspicillata saturata (1914) – Descoberta no Panamá e no México;
  • Pulsatriz perspicillata trinitatis (1918) – Descoberta no Caribe. Atualmente não sabe se está realmente extinta;
  • Pulsatriz perspicillata chapmani (1932) – Descoberta no Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica e Panamá;
  • Pulsatriz perspicillata boliviana (1933) – Descoberta na Argentina e Bolívia.

Por conseguinte, mesmo sendo de subespécies diferentes, todas elas são conhecidas por diversos nomes.

Por exemplo: coruja-de-garganta-preta, macho-mateiro, bate-caixão, murucutu e coruja-do-mato.

Particularidades da coruja murucututu

Diante das diversas variações de suas subespécies, o macho e a fêmea possuem alturas e pesos distintos.

Apesar de terem a mesma combinação de cores na pelagem. Logo, suas características são:

  • Barriga com pelagem branca ou amarelada;
  • Cabeça e pescoço com pelagem na cor preta;
  • Ao redor dos olhos e do bico pelagem da cor preta;
  • Acima dos olhos até a lateral do bico, pelagem da cor branca;
  • Asas e rabo com pelagem da cor preta, com marcações na cor branca;
  • Olhos amarelos;
  • Bico e patas na cor cinza escuro.

Em contraste com as suas medidas, o macho mede cerca de 40 a 51 centímetros e pesa até 1075 gramas.

Enquanto a fêmea murucututu mede de 42 a 52 centímetros e pesa cerca de 680 a 1250 gramas.

A saber, os filhotes possuem pelagem branca e quando jovens, a pelagem continua branca, mas ao redor dos olhos a pelagem já se torna na cor preta.

Já o rabo e suas asas escurecem, contendo algumas marcações na cor branca.

Murucututu

Curiosidades da murucututu

Pelo contrário das subespécies citadas acima, existe uma espécie de murucututu que difere da coruja “originária” que contém seis subespécies.

Inclusive, esta coruja se chama murucututu-de-barriga-amarela.

Descoberta por Bertoni, em 1901, esta ave não possui subespécies, ou seja, ela é monotípica.

Também tem características físicas distintas das demais de sua espécie. Elas possuem como as principais:

  • Macho – mede cerca de 30 a 51 centímetros e pesa de 405 a 562 gramas;
  • Fêmea – mede cerca de 39 a 54 centímetro e pesa de 331 a 670 gramas;
  • Todo seu corpo possui pelagem na cor castanho escuro;
  • Barriga com pelagem com coloração amarelada;
  • Cauda e asas com marcações na cor branca;
  • Olhos castanhos escuros;
  • Bicos e patas cinza escuro.

Estão localizados nos países da Argentina, do Paraguai e no Brasil.

No entanto, na Argentina a sua população vem diminuindo drasticamente pelo corte ilegal de árvores.

Já aqui no Brasil, é possível encontrá-los do sul da Bahia até o Rio Grande do Sul.

Como visto você acompanhou um guia com todas as informações sobre o Murucututu.

Esta é a hora de mostrar aos seus amigos o que aprendeu sobre este querido animal.

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