Arara-Canindé

arara canindé de perfil

De acordo com órgãos de proteção a animais silvestres, a Arara-Canindé, tem a classificação “pouco preocupante”, no quesito de extinção.

Contudo percebe-se uma diminuição de sua população por conta da destruição de seu habitat.

Para isto, o Governo Federal vem proibindo o comércio e cativeiro destas araras. Ao mesmo tempo, estimula o funcionamento de reservas ecológicas para sua preservação.

Logo, há o incentivo para se estudar e melhorar técnicas que contribua com a proteção desta espécie.

Arara Canindé

Arara-Canindé e suas características físicas

Uma das aves que mais chamam atenção por sua beleza possuem características físicas semelhantes nos machos e fêmeas. Suas principais características quando adultas são:

  • Toda parte detrás, da cabeça ao rabo, do corpo na cor azul claro;
  • Toda parte da frente, incluindo barriga, pescoço e rabo (parte interna), na cor amarela;
  • Alto da cabeça na cor verde;
  • Olhos com íris amarela;
  • Região dos olhos e narinas branca, com listras pretas próxima dos olhos;
  • Área da garganta, bico e patas na cor preta;
  • Possuem uma cauda triangular e patas com três garras;
  • Possuem uma estatura de 90 centímetros e pesam em média 1,1 quilogramas.

Por outro lado, as araras mais jovens da espécie Arara-Canindé possuem uma coloração diferente. Suas asas e rabo apresentam tons de um marrom-acinzentado e olhos marrons.

características físicas

Locais de habitação e rotina da Arara-Canindé

De acordo com pesquisas, as araras vivem em ambientes bem diversos.  Assim, estas aves preferem permanecer em ambientes onde tenham matas de cerrado e florestas de galeria.

Ou seja, têm que possuir árvores de grande porte (florestas), matas fechadas (cerradão), vegetação de buritizal e proximidade com água potável.

Percorrem grandes distâncias entre locais de dormitórios, área de construção dos ninhos e locais para alimentação. Dessa forma, fazem este percurso duas vezes ao dia, na parte da manhã e da tarde.

Frequentemente, estas aves voam em grupos de 30 a 50 araras. No entanto, dentro deste grupo maior, há proximidade de grupos menores, como por exemplo, casais com seus filhotes.

Logo, mesmo sendo aves gregárias, elas possuem vínculos maiores com alguns dentro de seu próprio bando. Além disso, são bastante barulhentos e gostam de se exercitarem.

Quando não estão descansando, estão fazendo acrobacias nos galhos de árvores ou próximos de seus companheiros e filhotes.

No Brasil, a Arara-Canindé pode ser encontrada em quase toda região geográfica do país. Assim, onde há maior se pode ver essas Araras, são nos Estados do:

  • Acre;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Pará;
  • Rondônia;
  • Roraima;
  • Tocantins;
  • Bahia;
  • Maranhão;
  • Piauí;
  • Goiás;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Minas Gerais;
  • São Paulo.

Bem como, estas espécies se encontram nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guianas, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Arara-Canindé casal

Procriação da espécie: Arara-Canindé

O casal de Arara-Canindé, na época de se acasalarem, se desloca a áreas propícias para montar seu ninho. Caso os lugares estejam ocupados, o casal de araras expulsa ou matam outro casal de aves com ninho já formado.

Enfim, seus ninhos são feitos em troncos de árvores das palmeiras. No período de incubação de seus ovos, a fêmea pode colocar de 2 a 5 ovos.

Da mesma forma, a fêmea passa de 25 a 28 dias chocando os ovos.

Juntamente, o macho fica o tempo todo próximo, protegendo o ninho e alimentando sua parceira. Logo depois, ao nascerem os filhotes, os pais se revezam alimentando eles com semente e frutas regurgitadas.

Eles permanecem por 3 meses no ninho. Depois disso, passam mais um ano acompanhando os pais para que assim adquiram independência.

A maturidade sexual da Arara-Canindé começa entre os 3 e 4 anos de idade.

Houve uma época que um parque público nacional acompanhou 18 ninhos no período de incubação. No decorrer desta pesquisa, ficou constatado que houve uma taxa de natalidade superior a 70%.

Por isso se torna tão importante à obtenção destes dados.

Assim, os pesquisadores podem entender a vida selvagem e proteger sem interferir demasiadamente na vida das espécies.

Os maiores predadores destas araras são as aves de rapina de grande porte, como por exemplo, o gavião-real. No entanto os tucanos e primatas podem atacar seus ninhos e filhotes.

Procriação da espécie Arara-Canindé

Tipo de alimentação desta espécie

Como todos de sua espécie, a Arara-Canindé, tem uma alimentação baseada em sementes oleaginosas e frutas, de preferência, ainda verdes.

Alguns destes alimentos consumidos por elas são:

  • Buriti;
  • Cajuzinho;
  • Castanha-do-pará;
  • Acurí;
  • Gabiroba;
  • Chichá;
  • Tucum;
  • Pequi;
  • Carandá;
  • Bocaiúva.

Muitos destes alimentos possuem toxinas, por ainda não estarem maduros quando consumidos pelas aves.

Portanto, elas também consomem argilas que encontram nas encostas. Além disso, a argila suplementa os minerais para seus corpos.

curiosidades

Curiosidades sobre a Arara-Canindé

Toda espécie de animais possuem particulares que acabam sendo inusitados para nós leitores.

Para tanto, deixo claro que toda informação descrita é algo comum para esta espécie de arara.

A Arara-Canindé, é muito hábil para escalar árvores e segurar alimentos, por conta do formato de suas patas. Também são de extrema importância para o ecossistema, já que ao se alimentarem derrubam sementes no solo, a germinando.

Bem como, por não comerem todo alimento, outras aves e animais acabam comendo as sementes e frutas eixadas por elas. Do mesmo modo, quando formam casais, eles perduram por toda sua vida. Além disso, a sua espécie é monotípica, ou seja, não possuem subespécies.

Infelizmente em algumas regiões houve a extinção desta espécie de arara. Um dos países foi Trinidad e Tobago. Assim também, na região brasileira, o estado de Santa Catarina foi também extinta esta ave.

Em 2015, a Petrobras, criou o Projeto Aves. O intuito é promover a proteção e conservação das aves brasileiras, incluindo a arara. Alguns de seus objetivos são:

  • Pesquisar sobre aves frutívoras e a dispersão de sementes no ecossistema;
  • Levantamento quantitativo das espécies de araras.

arara canindé de perfil

Pelagem lutina na Arara-Canindé

A plumagem lutina, nada mais é uma mutação genética, onde há a ausência de melanina. Logo, a pelagem desta arara se torna toda amarela, com algumas partes puxando para a cor alaranjada.

Foi vista pela primeira vez em 2012, na cidade Brejinho de Nazaré no Tocantins. A princípio, o biólogo não sabia do que se tratava e que pássaro era aquele.

Para tanto, o mesmo tirou fotos e mandou para um especialista em Londres, que o comunicou do que se tratava. Depois de constatado que era a espécie de Arara-Canindé, o biólogo passou a observar o comportamento daquela ave em específico.

Segundo o profissional, não foi notada nada de diferente em seus hábitos e forma de se relacional com outros de sua espécie. Inclusive a arara era sempre vista voando dentro de um grupo de sete aves da mesma espécie.

Primeiramente, a dúvida que ficou, foi se a ave conseguiria se acasalar. Também houve preocupação pelo fato dela não poder se camuflar nas árvores, se tornando uma presa fácil para os predadores.

Atualmente se sabe que esta mutação ocorre mais em araras criadas em cativeiro. Depois desta experiência, a arara foi registrada em uma revista científica.

No entanto, desde 2019 ela não é mais vista na região.

Tipo de alimentação desta espécie
Foto: Reprodução.

Criação em cativeiro

Existe uma cultura em se criar a Arara-Canindé como um animal de estimação. Por sua natureza dócil, esta ave tem uma estimativa de vida de 60 a 80 anos, se criada em cativeiro.

Mas se torna imprescindível alguns cuidados que o futuro dono deve tomar para a criação de uma espécie tão exótica. Algum dos cuidados básicos será:

  • O tipo de gaiola deve ser grande, para que a arara possa se movimentar livremente, e fazer pequenos voos;
  • Por ser uma ave muito ativa, ela precisa de algumas horas onde possa se pendurar, mastigar, pular e balançar;
  • Sua alimentação precisa ser bem balanceada, e conter frutas, legumes e oleaginosas;
  • São aves muito sociáveis, portanto o dono tem que disponibilizar um tempo para interagir com ela;
  • Manter constantemente sua gaiola limpa, com água potável e alimentos frescos;
  • Na hora de dormir, deixar a ave em um ambiente escuro para não estressa-la.

À primeira vista, pode parecer fácil ter este animal de estimação. Por outro lado, o gasto com esta arara é elevado e ela precisa de uma atenção especial nos cuidados diários.

Caso não tenha suas necessidades de alimentação, exercícios e socialização atendidos, a ave pode se tornar perigosa para seu dono. Pois, o estresse que terá fará com que o ataque ou até que se automutile.

De acordo com órgãos competentes, é necessário uma autorização para se criar um animal silvestre em casa. Caso não possua, o ”dono” levará uma multa e o animal será reintegrado à natureza.

Um breve histórico cultural

Linnaeus foi um botânico sueco que criou a nomenclatura binomial para a classificação dos animais silvestres. Em 1758, catalogou a Arara-Canindé, criando assim uma identidade para esta ave brasileira. Os dados criados foram:

  • Pertencente à família Psittacidae;
  • Do gênero Ara;
  • Espécime e nome técnico de Ara Ararauna.

Desde a época do descobrimento do Brasil, esta espécie de arara era vista com bons olhos. Pois, para tê-la como animal de estimação, era um símbolo de que a pessoa pertencia à nobreza. Além disso, muitas foram exportadas para a Europa.

No entanto, para as tribos indígenas, esta ave era motivo de histórias e canções em celebração a sua beleza. Os caciques da tribo também costumavam enfeitar seus cocares com suas penas.

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