Carcará

Carcará

A fauna brasileira é extremamente rica, dentre as muitas aves que existem está o Carcará que é especialmente uma das aves mais comuns encontradas no nosso país.

Esta ave consegue provocar muita atenção ao ponto de ser tema de diversos poemas e canções nacionais.

Também é conhecida pelos nomes de: gavião-de-queimada, caracaraí, carancho ou caracará.

É uma ave de nome científico Caracara plancus e pertence à família Falconidae.

Muitas pessoas a associam como parentes próximos da águia, mas se enganam, pois essa ave está mais próxima taxonomicamente de pássaros como os falcões, sendo considerado como um parente distante da família.

Carcará

Habitat do Carcará

Essa ave chamada de carcará geralmente vive solitária, em grupo ou em dupla. Em todas as situações prefere habitar os campos abertos, as savanas, proximidades das matas, as praias e em algumas exceções áreas urbanas.

A sua prioridade é sempre habitar lugares onde haja facilidade de alimentação, pois são consideradas aves muito oportunistas.

É possível encontrar essa ave no centro do Peru, no sul da Bolívia, na Argentina e no Paraguai.

No Chile e no Uruguai também é possível achar algumas espécies fazendo seus ninhos.

Já aqui no Brasil o habitat do Carcará fica entre o sul do Rio Amazonas até se estende até o Rio Grande do Sul.

Porém, a maior população de carcará está concentrada na Região Nordeste e Sudeste do país.

Esta espécie é cultuada no Nordeste do Brasil, sendo vista como um símbolo do grande sertão.

Características físicas do Carcará

O carcará é uma ave que mede cerca de 60 cm de comprimento. Já o seu peso varia em relação ao sexo das aves, sendo em média o peso de 834 gramas o macho da espécie e 953 gramas a fêmea. Além disso, também possui 120 centímetros de envergadura.

Quando jovem, as penas possuem uma coloração de marrom claro com estrias mais escuras próximo ao peito e ao pescoço.

Enquanto a ave ainda é apenas um filhote, ela possui um bico rosado, cinza e amarelado, em contrapartida, as suas pernas e pés expressam um tom acinzentado. Quando está voando o seu estilo de voo se assemelha muito ao do urubu que voa com batidas rápidas das asas.

Ao chegar à fase adulta, a sua plumagem tem tonalidade preta e marrom. Em seguida, a sua cabeça é branca e o pescoço permanece com as listras horizontais, o que provoca um efeito carijó, possuindo garras longas e muito afiadas e pés e amarelados.

Um de seus hábitos é a realização de pousos frequentes em locais como em árvores ou cercas.

Ele costuma andar no chão, principalmente próximo a queimadas e ao longo também nas margens de rodovias.

A espécie tem patas longas que são especialmente adaptadas para poderem andar no chão tranquilamente.

Porém, é um animal famoso por conseguir voar e também planar em algumas correntes de ar.

Caso o animal venha sentir calor ou no período da noite, o carcará busca pousar em galgos altos e isolados de árvores grandes ou altos.

Carcará

Como criar um Carcará?

Por se tratar de um animal silvestre é essencial ter autorização de órgãos ambientes internacionais, inclusive, é preciso procurar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Além disso, também é essencial ter autorização de Secretarias do Meio Ambiente do Governo Federal, bem como de seu estado e também município em que reside.

Dessa maneira, ao desejar criar um carcará é essencial ter autorização para criar e, quem sabe, até comercializar esta ave.

Ao criar esta espécie em cativeiro é preciso promover um espaço saudável, limpo e higienizado diariamente.

Quem desejar criar este animal é importante ter a consciência que por se tratar de um animal silvestre, o carcará (fêmea e/ou macho) precisa de cuidados diários específicos, requerendo certo tempo de dedicação.

Além disso, é essencial realizar gastos financeiros para manter sua saúde e bem-estar deste pássaro, principalmente por estar entre o convívio de seres humanos que retiram do seu habitat natural.

Vale lembrar que é muito difícil se obter a autorização para criar um pássaro que é tão raro, possuindo hábitos característicos e especiais.

Por isso, quem desejar cuidar do animal necessita encontrar criadores autorizados pelos órgãos ambientais para, dessa forma, adquirir uma espécie.

No geral, estes criadores não podem fazer a comercialização destes animais nascidos em cativeiros, porém, eles conseguem doar os filhotes desde que os órgãos ambientais sejam previamente comunicados.

Para facilitar neste processo é essencial se direcionar até o IBAMA ou algum órgão ambiental mais próximo da sua cidade.

Estes órgãos mantém uma lista atualizada constantemente com todos os criadores autorizados dentro do território brasileiro.

As vantagens de se procurar por um criador de animal silvestre autorizado são:

  • Não vai incentivar o tráfico nacional e internacional de animais;
  • Conseguirá ter a garantia de que o animal possui boa saúde;
  • Terá um animal mais acostumado com o convívio humano.

É importante situar que os criadores autorizados pelos órgãos ambientais adquiriram seus animais por conta do estado de saúde debilitado após fiscalizações de combate a tráfico ilegal de animais selvagens.

Alimentação

O carcará é uma ave onívora, ou seja, é um animal que, na prática, consegue se alimentar de tudo.

Por ser considerada uma ave oportunista, geralmente ela consome praticamente tudo que está ao seu redor, inclusive, se alimenta de restos da matéria orgânica de peixes (suas vísceras) e outros pequenos animais jogados nos lixões ou nos portos, bem como na zona rural ou urbana.

Na sua dieta encontramos pequenos invertebrados como, por exemplo, lagartixas, peixes, lagartos, aranhas, minhocas, cobras, filhotes de outras aves e seus ovos, mamíferos que estejam em estado de decomposição ou, até mesmo, grãos que estejam caídos pelo chão ao seu alcance.

Também tem o hábito de se alimentar de pequenos sapos, caramujos aves como, exemplo, garças, colhereiros e tuiuiú.

Além disso, costuma arranhar o solo com os pés e unhas para conseguir capturar o amendoim, feijão ou frutos de dendê.

Em algumas regiões agrícolas, a espécie é identificada seguindo maquinários como tratores que estão arando a lavoura, sendo que geralmente estão procurando, por exemplo, minhoca, larvas ou pequenos vertebrados.

O animal tem o hábito de ser encontrado ao longo de quase todas as rodovias espalhadas pelo país com o intuito de fazer sua alimentação por meio dos animais atropelados.

Por sua vez, outras espécies preferem frequentar os ninhos de diversos animais para, dessa maneira, conseguir comer os restos de alimentos, ovos ou até filhotes que foram deixados pelos pais por qualquer motivo.

Reprodução do Gavião Carcará

Para se reproduzir, o gavião macho carcará nesse período pode realizar uma manobra bastante curiosa, inclusive, ele poderá mudar a cor de sua face.

A euforia da reprodução poderá modificar o tom vermelho que o seu rosto naturalmente possui para um leve amarelado, no entanto, apesar dessa mudança, os cientistas não consideram isso como dimorfismo sexual.

Para a colocação dos ovos, ele constrói um ninho com pequenos galhos e ramos. Além disso, também podem usar gravetos ou fragmentos de ninhos abandonados.

A localização do ninho geralmente é no alto das árvores para evitar que predadores venham a se alimentar dos ovos do carcará, uma vez que é a sobrevivência da espécie que está em jogo.

Em média, os carcarás põem de dois a três ovos, sendo um pouco rara a postura de quatro ovos.

Já a aparência dos ovos é de pequenas manchas cor de vinho, marrons, brancas e vermelhas.

O casal se reveza durante o período em que os ovos estão sendo chocados. Nesse período, dura em média 28 dias.

Após saírem dos ovos os filhotes permanecem sendo cuidados pelos pais e somente depois de completar três meses iniciam as primeiras tentativas de voos.

No momento em que se sente ameaçado, o carcará é capaz de unir aos bandos de sua espécie para matar uma presa, mesmo sendo um animal de hábitos solitários.

Canto do Carcará

Essa ave é conhecida pelo seu canto constante de rak, durante os dias, inclusive, quando a temperatura encontra-se muito elevada ou durante a noite, a ave faz voo até os galhos altos das árvores do seu habitat natural.

Neste momento, é realizado a sua comunicação através do rák, uma vez que é iniciado um canto considerado até constante.

Quando deseja demarcar território ou precisa existir uma comunicação entre o casal, a ave dobra o pescoço e mantém sua cabeça sobre as costas.

Ou seja, é neste período que a estrofe de seu canto se torna semelhante ao seu nome caracará.

A fauna brasileira é bastante rica e com espécies que são muito peculiares, sendo isso é o que torna tão magnífico a natureza do nosso país.

No entanto, é importante cada um fazer a nossa parte para preservar o meio ambiente para que assim não haja prejuízo em nenhuma área para nenhuma espécie.

Considerações finais

O nome científico do carcará é inspirado em seu famoso canto que é marcante para aqueles que têm a oportunidade de ouvir.

Logo, caracará vem da língua tupy que significa, em resumo, onomatopeia indígena para o som emitido por esta ave da família Falconidae. Por sua vez, o termo plancus, ou plangos vem do latim que significa águia.

Uma música que faz parte da cultura popular brasileira é composição dos nordestinos, João do Valle e José Cândido. Os dois fizeram uma música que fala sobre o carcará que ficou famoso no Brasil por meio da cantora, interprete e compositora, Maria Bethania. Veja um pedaço da canção:

Carcará, pega mata e come
Carcará não vai morrer de fome
Carcará, mais coragem do que hôme
Carcará, pega mata e come

Carcará, lá no sertão
É um bicho que avôa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará, quando vê roça queimada
Sai voando e cantando, Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
[…]

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