Arara-azul-de-lear

Arara-azul-de-lear

Cientificamente conhecida como Anodorhynchus leari, a arara-azul-de-lear foi ilustrada pela primeira vez em 1828, pelo escritor inglês Edward Lear.

Algum tempo depois, Lucien Bonaparte o catalogou, descreveu e arquivou os dados sobre a arara-azul-de-lear.

Assim, seu nome foi uma homenagem a Edward. Nos dias atuais, esta espécie corre o risco de entrar em extinção.

Porém, para tentar evitar que a ave desapareça medidas têm sido criadas para que este fato não ocorra e que possamos por muitas gerações admirar sua beleza.

Você ficou curioso (a) para conhecer um pouco mais sobre a arara-azul-de-lear? Então, é só iniciar leitura no texto abaixo. Confira!

Características da arara-azul-de-lear

Características da arara-azul-de-lear

À primeira vista esta arara é bastante confundida com outras do gênero Anodorhynchus, já que possuem coloração bastante parecida.

No entanto, esta arara possui características com traços da sua espécie bem definidas.

Abaixo você confere as principais características definidoras da arara-azul-de-lear:

  • Possuem porte médio de 70 a 75 centímetros;
  • Pesam em média 940 gramas;
  • Possuem uma pelagem azul-cobalto nas asas, dorso e cauda;
  • Pelagem na barriga é de um azul mais claro;
  • Pelagem na cabeça e pescoço, um azul esverdeado;
  • Suas membranas ao redor dos olhos e mandíbula são de coloração amarelo-claro;
  • Bico e patas na cor preta.

O macho e a fêmea da arara-azul-de-lear são semelhantes, sendo praticamente impossível diferenciar o gênero apenas com o olhar.

Vale ressaltar também que estas aves possuem como habitat natural a caatinga brasileira.

Reprodução da arara-azul-de-lear

Reprodução da arara-azul-de-lear

A partir de três anos de idade a arara-azul-de-lear se torna sexualmente reprodutiva.

Geralmente entre os meses de novembro e março os casais de araras se separam de seu bando para procriarem.

Para este motivo se instalam em paredes de desfiladeiros a fim de construírem seus ninhos de forma mais segura.

Segundo pesquisadores, há conhecimento da existência de dois sítios onde as araras utilizam para se aninhar.

Os sítios estão localizados na Bahia e ficam em Canudos e Jeremoabo.

O período de incubação da espécie dura de 28 a 30 dias, e em cada ninhada são chocados de 1 a 3 ovos.

Após chocarem, os filhotes ficam, durante 3 meses, sendo alimentados pelos pais até aprenderem a voar.

Durante todo esse período o casal arara-azul-de-lear não se afastam um do outro, inclusive, vivem juntos por toda a vida.

Alimentação da arara-azul-de-lear

Alimentação da arara-azul-de-lear

A arara-azul-de-lear é considerada uma ave frugívora, ou seja, sua alimentação é formada a base de frutas, havendo um ou outro cereal.

Estas aves consomem, mais comumente, os seguintes alimentos:

  • Cocos, da palmeira licuri (adulta a ave pode consumir em média 150 cocos por refeição);
  • Baraúna;
  • Umbu;
  • Mucunã;
  • Mandacaru;
  • Facheiro;
  • Pinhão;
  • Flores de sisal;

A procura por alimentos se dá no período da manhã e da tarde.

Enquanto o bando se alimenta, é comum que uma das aves fique mais afastada atuando como vigilante e protetora do grupo.

A cada hora as aves trocam de posto para que o “vigia” possa se alimentar também.

Risco de extinção

Risco de extinção

Durante o período de 2003 a 2008, a arara-azul-de-lear foi classificada como “em perigo crítico” no estado de conservação.

Porém, em 2009, a União Internacional para a Conservação da Natureza fez uma nova avaliação e a classificou como “em perigo”.

Nesta época foram tomadas medidas de proteção para esta espécie. Os institutos que tomaram a frente para sua preservação foram os seguintes:

  • Reserva Particular do Patrimônio Natural – Fundação Biodiversitas, em Canudos, conhecida também como Toca Velha;
  • Estação Ecológica do Raso da Catarina, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O ICMBio assinou a Portaria de nº 231 em que há a aprovação do Programa de Cativeiro da arara-azul-de-lear. O texto foi publicado no ano de 2013, pelo Diário Oficial da União (DOU).

Em resumo, o objetivo do programa é:

  • Obter um plantel adequado para viabilidade demográfica e genética;
  • Obter estudos para aprimoramento de conhecimento técnico reprodutivo, alimentar e sanitário desta espécie;
  • Obter amostras de araras do Boqueirão das Onças – BA.

Além disso, desde 2012 o ICMBio coordena o Plano de Ação Nacional (PAN) de conservação desta ave.

Por outro lado, dois órgãos ainda consideram esta espécie como “em perigo crítico” desde 2003.

Os órgãos que ainda veem a espécie como em perigo são:

  • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção – CITES;
  • Ministério do Meio Ambiente.

Curiosidades sobre a arara-azul-de-lear

Curiosidades sobre a arara-azul-de-lear

À primeira vista, mesmo a arara-azul-de-lear sendo descoberta no ano de 1828, ela foi catalogada como uma espécie diferente.

A correção para a família Psittacidae e gênero Anodorhynchus foi feita quase 30 anos depois.

Passado mais de um século, em 1951, o médico e zoólogo Olivério Pinto, encontrou a arara em Juazeiro-BA. No entanto, foi em 1978, que o ornitologista Helmut Sick, realizou uma expedição pela Bahia.

Nesta viagem foi encontrada a área da Toca Velha, com 21 espécies desta arara.

Atualmente já é de conhecimento de pesquisadores que estas aves podem ser encontradas na Bahia nos seguintes municípios:

  • Campo Formoso;
  • Canudos;
  • Euclides da Cunha;
  • Jeremoabo;
  • Monte Santo;
  • Paulo Afonso;
  • Santa Brígida;
  • Sento Sé;
  • Uauá.

Antes de mais nada, hoje em dia há a real preocupação para a preservação desta espécie. O tráfico ilegal desses animais e eliminação de seu habitat tem contribuído para a diminuição desta ave brasileira.

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Fonte das Imagens: Wikimedia Commons

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