Pararu-espelho

Pararu-espelho

O Pararu-espelho é um dos pássaros silvestres da Mata Atlântica, que atualmente corre risco de extinção, uma vez que não se tem registros recentes de sua aparição.

Ainda assim, especialistas têm esperança de encontrar um exemplar para preservação.

Em quais regiões se encontra o Pararu-espelho?

A espécie é típica da Mata Atlântica, que percorre quase a totalidade do litoral brasileiro. Nesse sentido, a ave podia ser vista desde o sul da Bahia até Santa Catarina.

No exterior, também há registros da presença do Pararu-espelho na Argentina e no Paraguai, provavelmente em razão da migração.

Esse é um pássaro que tem hábito de ficar mais próximo ao solo e que prefere matas fechadas, bem como, taquarais. Por isso, alguns dos locais onde já foi encontrada são:

  • região de Teresópolis, no Rio de Janeiro;
  • Serra dos Órgãos, a mais de 2 mil metros de altitude;
  • Itatiaia, no interior de São Paulo, na região serrana.

Por conta da redução na área coberta pela vegetação nativa, o habitat natural da espécie sofreu séria redução ao longo dos anos.

Pararu-espelho em registro fotográfico raro antes de ameaça de extinção
O Pararu-espelho tem como região de origem a Mata Atlântica. Imagem de CND Notícias no Google

Quais as características do Pararu-espelho?

O Pararu-espelho se caracteriza pelo tamanho reduzido, entre 22 e 24 cm e o dimorfismo sexual, ou seja, há diferenças externas entre indivíduos de cada gênero.

Nesse caso, os machos apresentam a penugem em tom de cinza brilhante, que conforme a incidência de luz pode ter tons de azul e lilás. As asas são mais escuras, com faixas pretas.

Tais características são um fator que chama a atenção das fêmeas no momento do acasalamento. Estas, por sua vez, têm uma coloração mais amarelada.

A espécie tem hábito de viver em pequenos bandos, mas que podem se tornar numerosos. Nesse sentido, é possível que os grupos cheguem a até 100 animais.

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Nomes para a espécie

O nome científico do Pararu-espelho é Paraclaravis geoffroyi e pertence à família Columbidae, que abrange também:

  • pombos;
  • rolas.

Por conta desse parentesco, ele também recebe o nome de pomba espelho ou ainda apenas de pararu.

Grafismo que representa pararu-espelho, ave quase extinta e com poucos registros em imagem
O Pararu-Espelho é da mesma família dos pombos e tem algumas características similares. Imagem de Imagem de CND Notícias no Google

Do que se alimenta o Pararu-espelho?

O Pararu-espelho tem sua alimentação baseada em frutas e raízes que obtém no ambiente silvestre de origem, entre os quais estão:

  • frutos tenros, como o mamão;
  • sementes de gramíneas;
  • flores do bambu.

Como esse animal costuma revirar o solo em busca de alimento, a preservação da natureza é essencial. Afinal, isso faz com que caiam frutos e sementes que ele encontra no chão.

Imagem de pombo tomando água em local similar à fonte
O Pararu-espelho não é visto na natureza há alguns anos, o que acende o alerta sobre a possível extinção da espécie. Imagem de Mendocino no Pixabay

O Pararu-espelho está extinto?

Não existe um consenso sobre a informação de que o Pararu-espelho esteja extinto, embora seja grande o risco de que a espécie desapareça por completo.

Isso ocorre porque desde 1980 não se têm registros de avistamento dessa ave de modo oficial. No entanto, há ocorrências não oficiais de que teria sido vista após esse período.

Para se ter uma ideia, a última aparição do animal foi em 2007 em território Argentino. Com isso, teme-se que ela tenha sido extinta em território brasileiro.

A degradação das florestas tropicais, habitat natural do Paruru, foi o principal fator que levou a essa situação, porque reduziu o espaço e as fontes de alimento.

Como não são aves habituadas a migrar longas distâncias, é provável que sua população tenha sido reduzida a menos da metade.

Esperanças em reencontrar a espécie

Dentre os motivos que levam os pesquisadores a acreditar que é possível achar a ave perdida na mala da Mata Atlântica na natureza está o fato de ser bem similar com os outros.

O pararu-azul, por exemplo, é muito similar a este, mas possui uma coloração um pouco mais clara. Além disso, as fêmeas têm cores menos chamativas e fáceis de confundir.

Mesmo que seja possível identificar uma dessas aves, no entanto, estima-se que não devam haver mais do que 250 pássaros desse tipo na natureza.

A criação particular, que em muitos casos colabora para a preservação de espécies de pássaros silvestres, foi proibida para essa raça.

Somado a isso, os poucos criadores que ainda tinham exemplares não tinham conhecimento sobre o manejo do animal.

Nesse cenário, supõe-se que os últimos animais confinados morreram em torno da década de 1990.

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